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Quem Usa e Quanto Custa a Energia Nuclear No Brasil?

O Brasil conta com duas usinas nucleares em operação, Angra 1 e Angra 2. Juntas foram responsáveis pela produção de 16,28 TWh em 2019. Com isso, a energia nuclear no Brasil respondeu por 2,5% da energia elétrica usada naquele ano, de acordo com o Balanço Energético Nacional de 2020. A tarifa da energia nuclear no Brasil definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de R$ 249,64 por megawatt-hora (MWh). Para se ter uma base de comparação, o preço médio da energia hidráulica atual é de R$ 176,60/MWh. Quer saber mais sobre o assunto? Continue acompanhando o artigo!

Histórico da energia nuclear no Brasil?

A usina Angra 1 entrou em operação comercial no ano de 1985. Já Angra 2 começou a operar em 2001. Existe também uma terceira usina em construção, Angra 3, cujas obras foram iniciadas há 36 anos, mas não foram finalizadas. A cidade de Angra dos Reis foi o local escolhido para o parque nuclear brasileiro, já que fica entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Dessa forma, o transporte da energia para esses grandes centros urbanos seria mais fácil. Além disso, a proximidade do mar foi levada em consideração, tendo em vista que é necessária uma grande quantidade de água para resfriamento dos reatores.

Como é feita a distribuição da energia nuclear produzida?

Desde 1º de janeiro de 2013, a Lei 12.111 (09/12/2009) estabeleceu que a energia nuclear no Brasil produzida pelas usinas Angra 1 e Angra 2 seria comercializada no Sistema Interligado Nacional (SIN), em regime de cotas-partes. Tal regime representa qual a porcentagem de energia proveniente das usinas será destinada para cada distribuidora. A Aneel define anualmente as proporções dessas cotas-partes e os montantes anuais de energia a serem alocados. Todos os anos também são apuradas a diferença entre a energia efetivamente gerada pelas usinas e a soma das garantias físicas, descontados o consumo interno da central nuclear e as perdas na rede de transmissão. Nessa apuração, se houver resultado positivo, a Eletronuclear recebe o correspondente a 50% (cinquenta por cento) da diferença apurada entre o valor da energia e o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) médio anual, calculado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Já se o montante for negativo, a Eletronuclear deve ressarcir às distribuidoras pelo valor entre a tarifa e o PLD médio anual. Gostou de saber mais sobre a energia nuclear no Brasil? Confira também o artigo sobre as vantagens e desvantagens das fontes alternativas de energia