O Brasil encerrou 2020 com 7,7 GW de sistemas de geração de energia solar em operação, contra 4,6 GW no ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Por trás dessa evolução estão milhares de brasileiros em busca da redução de custos proporcionada pelo modelo. A garantia dessa redução de custos depende, no entanto, de uma análise cuidadosa das condições financeiras do negócio. Para calcular o prazo de retorno do investimento em energia solar, é preciso avaliar em quanto tempo o custo de instalação deve se pagar graças à economia de energia.
Existem dois tipos principais de sistemas de energia fotovoltaica: · usinas de grande porte, ligadas à rede de transmissão: nessa modalidade, a energia pode ser fornecida para as distribuidoras (por meio de leilões de energia realizados pelo governo) ou vendida no mercado livre de energia. Atualmente, há 3 GW em operação nesse formato, que representam 1,7% da matriz elétrica brasileira. · sistemas de geração distribuída (GD) junto à carga: nesses projetos, a energia é usada pelo detentor do sistema. Caso o consumo seja inferior no momento da produção, a energia é fornecida à distribuidora e convertida em créditos, que podem ser usados em outros momentos (exemplo: o sistema gera energia durante o dia, mas o consumidor usa apenas à noite). Segundo a Absolar, o país conta com 400 mil sistemas de GD, com uma potência instalada total de 4,6 GW.
Para calcular o retorno sobre o investimento (ROI) de um sistema de GD, as principais variáveis que devem ser consideradas são as seguintes:
Com esses dados, o consumidor calcula em quanto tempo pode recuperar o valor investido, por meio da redução da conta de luz, identificando se o projeto vale a pena. Já no caso de um projeto para o mercado livre de energia, traçar uma estratégia comercial tende a ser mais complexo, tendo em vista o porte superior do montante a ser investido. Independentemente do tipo de projeto, um sistema de projeção de tarifas é um passo fundamental para se prever como devem se comportar os custos ao longo do tempo e se tomar uma decisão assertiva.
Mas é importante observar que os cálculos têm de ser feitos caso a caso, conforme as condições específicas de cada projeto. No que diz respeito às tarifas, em particular, se subirem no futuro, o payback diminui, e vice-versa. Gostou de saber como calcular o retorno sobre o investimento em energia fotovoltaica? Continue acompanhando o blog da TR Soluções para mais informações sobre o setor elétrico.