A Resolução Normativa da ANEEL nº 482/2012, sobre Geração Distribuída (GD), determina que o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada. Prevê ainda a possibilidade de injeção da energia excedente para a rede de distribuição de sua localidade e seu uso posterior.
Mas você sabe como analisar a viabilidade econômica de um projeto de GD? Confira o artigo e descubra!
Quando um consumidor instala um sistema de Geração Distribuída em sua residência ou empresa (por exemplo, a instalação de painéis solares), continua conectado à rede elétrica da concessionária de energia.
Quando o sistema de GD está produzindo energia em quantidade superior ao volume consumido naquele momento, ela é injetada para a rede de distribuição, que envia essa energia a outras unidades consumidoras que estão precisando de eletricidade naquele momento.
Já quando a situação se inverte e o consumo é maior do que a produção (por exemplo, durante a noite, quando os painéis solares não produzem energia), quem fornece a eletricidade à unidade consumidora é a concessionária.
Ao final do mês, o saldo é compensado. Ou seja, se há energia excedente, o usuário da GD recebe um crédito em energia e pode consumi-lo em até cinco anos. Já se o consumo foi superior à produção, o valor equivalente é cobrado na conta de luz.
Em novembro de 2015, a Resolução 687/2015, da Aneel, determinou que é possível produzir energia e compensar em unidades consumidoras da mesma titularidade, ou seja, mesmo CNPJ ou CPF, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora.
Então, o consumidor poderia, por exemplo, produzir energia em sua casa de praia e compensá-la em sua residência.
Também é possível criar uma associação ou cooperativa para produzir energia em um local e descontá-la nas unidades consumidoras participantes do contrato.
Atualmente, a Geração Distribuída pode ser feita por meio de projetos de microgeração (até 75 kW) ou minigeração (até 5.000 kW). Segundo um levantamento realizado pela Absolar com base em dados da ANEEL, o Brasil já possui mais de 5,4 GW de potência instalada de geração distribuída de energia solar.
Para analisar a viabilidade econômico-financeira de um projeto de Geração Distribuída é necessário avaliar principalmente os seguintes aspectos:
Tabela 1 - Prazo médio de payback de projetos de GD por distribuidora
