• Itajubá-MG +55 35 3622 5704
  • São Paulo-SP +55 11 4780 7977
Canal Energia Canal Energia

A Retomada do Setor de Distribuição de Energia

 Cláudia Almeida

A evolução do resultado líquido das empresas de distribuição de energia elétrica indica que elas retomaram o patamar de resultados pré-crise setorial, que teve início a partir da publicação da Medida Provisória n. 579 de 2012, convertida na Lei n. 12.783 de 2013.

A referida medida provisória desencadeou um desequilíbrio entre receitas e custos que, somado à redução abrupta do consumo de energia e à alta dos juros, culminou em 2015 em prejuízos bilionários para o setor, como mostra a Figura 1.

Evolução das Distribuidoras

Fonte: TR Soluções

Figura 1 – Evolução do resultado líquido das distribuidoras em valores correntes

Nota: Foram considerados dados combinados de 37 distribuidoras de energia que atendem a 98% do mercado nacional.

O efeito combinado da retomada, ainda que lenta, do consumo de energia em 2018, os reposicionamentos tarifários aderentes à evolução dos custos com compra de energia e a utilização do mecanismo de bandeiras tarifárias aumentaram as receitas e reduziram os custos financeiros (CVA) das distribuidoras, implicando uma melhor margem e um reequilíbrio econômico-financeiro.

Além disso, o efeito líquido do aumento da produtividade, com a redução dos custos operacionais, somado à queda dos juros que permitiu uma reestruturação de capital de várias companhias (amortização ou renegociação das dívidas de curto prazo), explicam a recuperação do fluxo de caixa.

Resulta que no ano 2018, as 10 distribuidoras mais rentáveis do Brasil apresentaram uma taxa média de retorno sobre o patrimônio líquido de 19%. Análises comparativas de desempenho econômico-financeiro mostram que o segmento de distribuição é altamente rentável, e dispõe de oportunidades de retorno ainda maiores do que as já observadas.

Os dados parciais de 2019 indicam uma evolução positiva dos resultados líquidos e do índice de liquidez, reforçando essa tendência.

Índice de liquidez

Fonte: TR Soluções

Figura 2 – Evolução do índice de liquidez corrente das distribuidoras de energia

Nota: O indicador de liquidez corrente serve para demonstrar a capacidade de as empresas cumprirem ou não com suas obrigações de curto prazo.

Evolução Trimestral

Fonte: TR Soluções

Figura 3 – Evolução trimestral do resultado líquido das distribuidoras de energia

Essas são as principais conclusões de estudo da TR Soluções, empresa de tecnologia aplicada ao setor elétrico, sobre as condições do segmento brasileiro de distribuição de energia. O estudo foi feito a partir de dados levantados por meio do Indicadores-D, aplicação da TR Soluções usada para integrar, calcular e prover informações para análises dos indicadores das distribuidoras.

Gestão Focada em Resultado

Há uma relação direta entre as estratégias para maximizar margens contra os valores regulatórios estabelecidos de forma a aumentar rentabilidade do serviço. As melhores estratégias implicam em projetar e analisar de forma integrada e consolidada todos os efeitos econômico-financeiros e regulatórios, resultando em decisões mais assertivas na realização de qualquer operação financeira.

A melhora dos resultados não se deu da mesma forma nas diferentes concessionárias. No sentido de destacar a influência da gestão nos resultados das empresas, a TR Soluções comparou a performance de algumas distribuidoras de energia elétrica nacional.

Nos últimos oito anos, a CEEE-D, que atende parte do Rio Grande do Sul, gerou, em valores correntes, um prejuízo acumulado de R$ 4,8 bilhões, como mostra a Figura 4.

Evolução dos Resultados

Fonte: TR Soluções

Figura 4 – Evolução do resultado líquido em valores correntes da CEEE-D

Por outro lado, no mesmo período de oito anos, o resultado líquido corrente da CPFL Piratininga totalizou R$1,0 bilhão. Apesar de as duas empresas atenderem praticamente ao mesmo número de unidades consumidoras, cerca de 1,6 milhão em 2018, a diferença entre seus resultados acumulados no período foi de R$ 5,8 bilhões.

Valores Correntes

Fonte: TR Soluções

Figura 5 – Evolução do resultado líquido em valores correntes da CPFL Piratininga

O que poderia explicar tamanha diferença em termos de desempenho econômico-financeiro? O estudo dos indicadores das distribuidoras mostra que a eficiência em termos de gestão de Pessoal, Material, Serviços e Outros (PMSO), comparativamente aos custos operacionais com PMSO reconhecidos nas tarifas (custos considerados eficientes), é certamente uma destas razões.

Os registros contábeis, apresentados nas demonstrações financeiras, frente aos limites regulatórios, indicam uma elevada ineficiência da CEEE quanto à gestão de PMSO.

Evolução do Indicador

Fonte: TR Soluções

Figura 6 – Evolução do indicador de eficiência do PMSO da CEEE

A Figura 6 apresenta a evolução dos custos reais (contábeis) que a empresa registrou com PMSO comparativamente aos custos desses gastos reconhecidos nas tarifas (custos considerados eficientes). Considerando o histórico, a distribuidora apresentou margens negativas todos os anos, ou seja, a empresa realizou gastos acima do que recebeu na tarifa para fazer frente às elevadas despesas com PMSO.

Já a Figura 7 descreve a evolução histórica do desempenho deste indicador de Eficiência da CPFL Piratininga. É possível constatar que, também nessa distribuidora, o desempenho quanto à gestão de PMSO está abaixo do esperado segundo a métricas adotadas pela Aneel.

Eficiência PMSO

Fonte: TR Soluções

Figura 7 – Evolução do indicador de eficiência do PMSO da CPFL Piratininga

Nota: Valores abaixo de 100% indicam que a distribuidora é mais eficiente em termos de PMSO do que espera o regulador; ou seja, quanto menor o percentual, menores são os custos reais (contábeis) que a empresa registrou com PMSO comparativamente aos custos com PMSO reconhecidos nas tarifas (custos considerados eficientes).

Em busca do reequilíbrio econômico-financeiro destas empresas, com o objetivo de melhores resultados, um dos desafios a ser superado é alcançar, ao menos, um nível mínimo de eficiência em termos de gestão de PMSO.

Considerando que os valores de PMSO reconhecidos nas tarifas são dinâmicos, sujeitos a reajustes anuais com revisões a cada cinco anos (ciclo tarifário), a TR Soluções simulou trajetórias possíveis, para que dentro de um ciclo tarifário, cada empresa pudesse atingir uma eficiência mínima estabelecida pelo regulador. Essas simulações realizadas pela TR Soluções levam em conta expectativas de evolução de parâmetros como: inflação; crescimento de mercado; Fator X, entre outros; além dos procedimentos regulatórios que explicam na evolução dos custos operacionais com PMSO.

Tabela 1. Possível target para um PMSO Eficiente da CEEE

PMSO Eficiente

Fonte: TR Soluções

O cenário simulado indica que, para atingir uma margem de eficiência mínima quanto ao PMSO, ou seja, realizar despesas no mesmo patamar dos custos reconhecidos nas tarifas, a empresa necessitaria reduzir despesas com PMSO a uma taxa real de 8,48% ao ano, por cinco anos. A linha contínua na Figura 8 indica qual é o valor de PMSO reconhecido nas tarifas (PMSO regulatório), enquanto as barras em amarelo indicam custos reais (contábeis) de PMSO.

PMSO Eficiente

Fonte: TR Soluções

Figura 8 – Possível target para um PMSO Eficiente na CEEE

Já o cenário simulado para a CPFL Piratininga indica que, para atingir uma margem de eficiência mínima quanto ao PMSO em cinco anos, a distribuidora poderia aumentar suas despesas com PMSO a uma taxa real de, no máximo, 6,09% ao ano.

Tabela 2. Possível target para um PMSO Eficiente na CPFL Piratininga

PMSO Eficiênte

Fonte: TR Soluções

A estratégia é conseguir utilizar a dinâmica do processo econômico-financeiro e regulatório de forma eficiente. No caso da CPFL Piratininga, em 2018 ela gasta com PMSO 15,8% mais do que os valores regulatórios de PMSO reconhecidos. No entanto, considerando que existe uma dinâmica de evolução destes valores que é afetada por fatores como crescimento de mercado, inflação, entre outros, existe a expectativa de que em cinco anos os valores de PMSO regulatórios para essa empresa evoluam a uma taxa média de 9,26% ao ano. Sendo assim, se a CPFL Piratininga limitar o crescimento de PMSO real em cerca de 6% ao ano, em cinco anos ela estará gastando com PMSO o montante que a Aneel reconhece na tarifa para ela fazer frente às despesas com PMSO.

A Figura 9 apresenta um ranking de 37 distribuidoras para o PMSO Eficiente em 2018. É possível observar que, das empresas analisadas, cerca de 25% delas apresentam margens positivas quanto ao PMSO, ou seja, gastam efetivamente menos do que os custos operacionais regulatórios reconhecidos nas tarifas.

PMSO Eficiênte

Fonte: TR Soluções

Figura 8 – Ranking 2018 de PMSO Eficiente

Nota: valores abaixo de 100% indicam que a distribuidora é mais eficiente em termos de PMSO do que espera o regulador; ou seja, quanto menor o percentual, menores são os custos reais (contábeis) que a empresa registrou com PMSO comparativamente aos custos com PMSO reconhecidos nas tarifas (custos considerados eficientes).

A busca por uma maior eficiência contribui tanto para a modicidade tarifária como para o aumento da rentabilidade do negócio. Foi analisada a eficiência apenas sobre a ótica dos custos operacionais, no entanto, a busca pela eficiência no negócio de distribuição de energia elétrica é muito mais ampla. Receitas Irrecuperáveis; Perdas Técnicas e Não Técnicas; Qualidade da Continuidade do Serviço; Reestruturação do Capital podem ser citados como alguns dos diversos outros aspectos em que o desempenho econômico-financeiro é continuamente avaliado.

Claudia Almeida é diretora de Planejamento e Controle da TR Soluções.

A Retomada do Setor de Distribuição de Energia

A evolução do resultado líquido das empresas de distribuição de energia elétrica indica que elas retomaram o patamar de resultados pré-crise setorial, que teve início a partir da publicação da Medida Provisória n. 579 de 2012, convertida na Lei n. 12.783 de 2013.

A referida medida provisória desencadeou um desequilíbrio entre receitas e custos que, somado à redução abrupta do consumo de energia e à alta dos juros, culminou em 2015 em prejuízos bilionários para o setor, como mostra a Figura 1.

Resultado Líquido

Fonte: TR Soluções

Figura 1 – Evolução do resultado líquido das distribuidoras em valores correntes

Nota: Foram considerados dados combinados de 37 distribuidoras de energia que atendem a 98% do mercado nacional.

O efeito combinado da retomada, ainda que lenta, do consumo de energia em 2018, os reposicionamentos tarifários aderentes à evolução dos custos com compra de energia e a utilização do mecanismo de bandeiras tarifárias aumentaram as receitas e reduziram os custos financeiros (CVA) das distribuidoras, implicando uma melhor margem e um reequilíbrio econômico-financeiro.

Além disso, o efeito líquido do aumento da produtividade, com a redução dos custos operacionais, somado à queda dos juros que permitiu uma reestruturação de capital de várias companhias (amortização ou renegociação das dívidas de curto prazo), explicam a recuperação do fluxo de caixa.

Resulta que no ano 2018, as 10 distribuidoras mais rentáveis do Brasil apresentaram uma taxa média de retorno sobre o patrimônio líquido de 19%. Análises comparativas de desempenho econômico-financeiro mostram que o segmento de distribuição é altamente rentável, e dispõe de oportunidades de retorno ainda maiores do que as já observadas.

Os dados parciais de 2019 indicam uma evolução positiva dos resultados líquidos e do índice de liquidez, reforçando essa tendência.

Distribuidoras de Energia

Fonte: TR Soluções

Figura 2 – Evolução do índice de liquidez corrente das distribuidoras de energia

Nota: O indicador de liquidez corrente serve para demonstrar a capacidade de as empresas cumprirem ou não com suas obrigações de curto prazo.

Evolução Trimestral

Fonte: TR Soluções

Figura 3 – Evolução trimestral do resultado líquido das distribuidoras de energia

Essas são as principais conclusões de estudo da TR Soluções, empresa de tecnologia aplicada ao setor elétrico, sobre as condições do segmento brasileiro de distribuição de energia. O estudo foi feito a partir de dados levantados por meio do Indicadores-D, aplicação da TR Soluções usada para integrar, calcular e prover informações para análises dos indicadores das distribuidoras.

Gestão Focada em Resultado

Há uma relação direta entre as estratégias para maximizar margens contra os valores regulatórios estabelecidos de forma a aumentar rentabilidade do serviço. As melhores estratégias implicam em projetar e analisar de forma integrada e consolidada todos os efeitos econômico-financeiros e regulatórios, resultando em decisões mais assertivas na realização de qualquer operação financeira.

A melhora dos resultados não se deu da mesma forma nas diferentes concessionárias. No sentido de destacar a influência da gestão nos resultados das empresas, a TR Soluções comparou a performance de algumas distribuidoras de energia elétrica nacional.

Nos últimos oito anos, a CEEE-D, que atende parte do Rio Grande do Sul, gerou, em valores correntes, um prejuízo acumulado de R$ 4,8 bilhões, como mostra a Figura 4.

Resultado Líquido

Fonte: TR Soluções

Figura 4 – Evolução do resultado líquido em valores correntes da CEEE-D

Por outro lado, no mesmo período de oito anos, o resultado líquido corrente da CPFL Piratininga totalizou R$1,0 bilhão. Apesar de as duas empresas atenderem praticamente ao mesmo número de unidades consumidoras, cerca de 1,6 milhão em 2018, a diferença entre seus resultados acumulados no período foi de R$ 5,8 bilhões.

Resultado Líquido

Fonte: TR Soluções

Figura 5 – Evolução do resultado líquido em valores correntes da CPFL Piratininga

O que poderia explicar tamanha diferença em termos de desempenho econômico-financeiro? O estudo dos indicadores das distribuidoras mostra que a eficiência em termos de gestão de Pessoal, Material, Serviços e Outros (PMSO), comparativamente aos custos operacionais com PMSO reconhecidos nas tarifas (custos considerados eficientes), é certamente uma destas razões.

Os registros contábeis, apresentados nas demonstrações financeiras, frente aos limites regulatórios, indicam uma elevada ineficiência da CEEE quanto à gestão de PMSO.

Eficiência do PMSO

Fonte: TR Soluções

Figura 6 – Evolução do indicador de eficiência do PMSO da CEEE

A Figura 6 apresenta a evolução dos custos reais (contábeis) que a empresa registrou com PMSO comparativamente aos custos desses gastos reconhecidos nas tarifas (custos considerados eficientes). Considerando o histórico, a distribuidora apresentou margens negativas todos os anos, ou seja, a empresa realizou gastos acima do que recebeu na tarifa para fazer frente às elevadas despesas com PMSO.

Já a Figura 7 descreve a evolução histórica do desempenho deste indicador de Eficiência da CPFL Piratininga. É possível constatar que, também nessa distribuidora, o desempenho quanto à gestão de PMSO está abaixo do esperado segundo a métricas adotadas pela Aneel.

Eficiência do PMSO

Fonte: TR Soluções

Figura 7 – Evolução do indicador de eficiência do PMSO da CPFL Piratininga

Nota: Valores abaixo de 100% indicam que a distribuidora é mais eficiente em termos de PMSO do que espera o regulador; ou seja, quanto menor o percentual, menores são os custos reais (contábeis) que a empresa registrou com PMSO comparativamente aos custos com PMSO reconhecidos nas tarifas (custos considerados eficientes).

Em busca do reequilíbrio econômico-financeiro destas empresas, com o objetivo de melhores resultados, um dos desafios a ser superado é alcançar, ao menos, um nível mínimo de eficiência em termos de gestão de PMSO.

Considerando que os valores de PMSO reconhecidos nas tarifas são dinâmicos, sujeitos a reajustes anuais com revisões a cada cinco anos (ciclo tarifário), a TR Soluções simulou trajetórias possíveis, para que dentro de um ciclo tarifário, cada empresa pudesse atingir uma eficiência mínima estabelecida pelo regulador. Essas simulações realizadas pela TR Soluções levam em conta expectativas de evolução de parâmetros como: inflação; crescimento de mercado; Fator X, entre outros; além dos procedimentos regulatórios que explicam na evolução dos custos operacionais com PMSO.

Tabela 1. Possível target para um PMSO Eficiente da CEEE

PMSO Eficiênte

Fonte: TR Soluções

O cenário simulado indica que, para atingir uma margem de eficiência mínima quanto ao PMSO, ou seja, realizar despesas no mesmo patamar dos custos reconhecidos nas tarifas, a empresa necessitaria reduzir despesas com PMSO a uma taxa real de 8,48% ao ano, por cinco anos. A linha contínua na Figura 8 indica qual é o valor de PMSO reconhecido nas tarifas (PMSO regulatório), enquanto as barras em amarelo indicam custos reais (contábeis) de PMSO.

PMSO Eficiênte

Fonte: TR Soluções

Figura 8 – Possível target para um PMSO Eficiente na CEEE

Já o cenário simulado para a CPFL Piratininga indica que, para atingir uma margem de eficiência mínima quanto ao PMSO em cinco anos, a distribuidora poderia aumentar suas despesas com PMSO a uma taxa real de, no máximo, 6,09% ao ano.

Tabela 2. Possível target para um PMSO Eficiente na CPFL Piratininga

PMSO Eficiênte

Fonte: TR Soluções

A estratégia é conseguir utilizar a dinâmica do processo econômico-financeiro e regulatório de forma eficiente. No caso da CPFL Piratininga, em 2018 ela gasta com PMSO 15,8% mais do que os valores regulatórios de PMSO reconhecidos. No entanto, considerando que existe uma dinâmica de evolução destes valores que é afetada por fatores como crescimento de mercado, inflação, entre outros, existe a expectativa de que em cinco anos os valores de PMSO regulatórios para essa empresa evoluam a uma taxa média de 9,26% ao ano. Sendo assim, se a CPFL Piratininga limitar o crescimento de PMSO real em cerca de 6% ao ano, em cinco anos ela estará gastando com PMSO o montante que a Aneel reconhece na tarifa para ela fazer frente às despesas com PMSO.

A Figura 9 apresenta um ranking de 37 distribuidoras para o PMSO Eficiente em 2018. É possível observar que, das empresas analisadas, cerca de 25% delas apresentam margens positivas quanto ao PMSO, ou seja, gastam efetivamente menos do que os custos operacionais regulatórios reconhecidos nas tarifas.

PMSO Eficiênte

Fonte: TR Soluções

Figura 8 – Ranking 2018 de PMSO Eficiente

Nota: valores abaixo de 100% indicam que a distribuidora é mais eficiente em termos de PMSO do que espera o regulador; ou seja, quanto menor o percentual, menores são os custos reais (contábeis) que a empresa registrou com PMSO comparativamente aos custos com PMSO reconhecidos nas tarifas (custos considerados eficientes).

A busca por uma maior eficiência contribui tanto para a modicidade tarifária como para o aumento da rentabilidade do negócio. Foi analisada a eficiência apenas sobre a ótica dos custos operacionais, no entanto, a busca pela eficiência no negócio de distribuição de energia elétrica é muito mais ampla. Receitas Irrecuperáveis; Perdas Técnicas e Não Técnicas; Qualidade da Continuidade do Serviço; Reestruturação do Capital podem ser citados como alguns dos diversos outros aspectos em que o desempenho econômico-financeiro é continuamente avaliado.

Claudia Almeida é diretora de Planejamento e Controle da TR Soluções.