É possível observar na figura que mesmo sob um mesmo cenário de evolução de custos, as distribuidoras são impactadas de formas distintas em seus reajustes tarifários, e isso se deve basicamente a quatro fatores:
A exposição impacta tanto no passivo financeiro formado em 2013 junto à CDE quanto no custo econômico da energia para 2014 e 2015. O passivo financeiro deverá ser pago em parcela corrigidas pelo IPCA a partir de 2015, já o custo econômico com a compra de energia para essas distribuidoras deverá ser mais elevado, uma vez que as mesmas devem adquirir um volume expressivo de energia nos leilões A-0 (composto basicamente de usinas térmicas).
Empresas com maior volume de energia contratada na modalidade de contratos de disponibilidade são mais sensíveis à variação anual do PLD, ou seja, estão sujeitas a maiores custos financeiros ao fim de cada período tarifário (CVA de Energia).
O PLD começou a se elevar de forma persistente a partir de outubro de 2013, assim, empresas com reajustes agendados para o segundo semestre de 2014 e que tenham um maior nível de exposição involuntária e/ou um maior volume de contratos de disponibilidade serão mais impactadas nos reajustes de 2015.